domingo, abril 30, 2006

«Você sabe o que é o encanto?

Ouvir sim como resposta sem perguntar nada.»

(Albert Camus)

sexta-feira, abril 28, 2006

Sobre o absurdo (ou... “como ontem eu me reli de outra maneira”)

Sabe, a honestidade de Sartre me é atraente, apesar das suas conclusões sobre a ausência de um sentido para a vida e sobre a impossibilidade do amor, de que “a existência precede a essência”. Isso me preocupa. É muito difícil viver com a idéia de que nada me acompanha e nada me precede. E penso se poderia viver num mundo de heróis. Se eu poderia viver num mundo sem Deus.

Deus seria a escolha perfeita, mas uma pessoa perfeita é impossível. O corolário básico disso em Sartre é que, se Deus é impossível e é amor, então o amor é impossível. O que mais choca nele é a negação de que possa haver um amor genuíno e altruísta. Simplesmente não pode haver o “nós”. E o pior é que eu vejo isso todo o tempo. Eu vejo pessoas vivendo sem um mínimo de genuinidade e altruísmo, e me espanto me perguntando se Sartre estaria certo. O que implicaria que eu também sou assim. Que eu, assim, como todos, estamos sós.

Em Sartre, a essência ou natureza não viria de um Deus Criador: seria fruto exclusivo das suas próprias escolhas livres. Eis então me vem à esperança. Acho falacioso o argumento de que “o homem nada mais é do que aquilo que ele faz de si mesmo”. Quem dera. Quem me dera poder controlar com primazia o que sinto. Quem me dera realmente pudesse fazer alguma coisa de mim, sem que isso dependesse de mais alguém. Isso me faria forte. Mas sou fraco, frágil e esperançoso.

Eu posso ser errante. Eu posso viver num mundo sem heróis. Ainda não tenho certeza se consigo viver em um mundo sem Deus. Mas posso conviver com o incerto, isso eu sei. Na verdade, eu aceito a dúvida, que é minha companheira nos momentos mais fecundos. Consigo aceitar as conseqüências de meus próprios atos, mesmo que não seja livre. Posso me perder. Posso viver triste e moribundo, se for o caso. O que eu não posso é aceitar viver num mundo sem amor. Eu preciso de algo que me salve de mim.

Esse texto é dedicado para o(s) leitor(es) assíduo(s). Os parenteses estão aí só para o caso de haver mais de um.
O que o progresso destruiu, é a humilde substituição do perto e do próximo em favor do “desconhece-te de ti próprio”. Penso em Kafka.

quinta-feira, abril 27, 2006

Sobre anões e gigantes (ou... você sabe onde procurar a tal felicidade?)

Certa vez eu vi ou ouvi algo de que nunca me esqueci: “O homem é um anão quando contempla o próprio umbigo e um gigante quando observa as estrelas”. Muito embora eu não saiba de onde isso veio, é provável que tenha sido distorcido pela minha cabeça. Cada vez mais sou levado a pensar que, muito embora a civilização deva muito mais às perguntas que aos dogmas, nossa sociedade valoriza muito mais a autoconfiança e a fé do que a dúvida racional. Porque?
A felicidade tem a ver com a capacidade de relativizar: a distância que somos capazes de colocar entre o que nos sucede e o que nos afeta. “Distância” é a palavra. Não se pode controlar o que nos sucede, mas podemos decidir o que nos afeta. Isso se consegue quando se sabe usar a inteligência da humildade para colocar os próprios valores acima das contingências (soou behaviorista sim. Mas eu sou, fazer o que?).
Outra coisa que eu li, e sei que guardei perfeitamente: “credo quia absurdum est”. O absurdo deu muito sentido a minha vida. Hoje sei que é preciso contar com o absurdo para encontrar algum sentido em tudo isso. Isso é senso comum mas: “em algum momento é preciso olhar nosso destino na cara”... por isso tento investir em valores que durem um pouco mais do que meu ego.

quarta-feira, abril 26, 2006

SUperomEM (ou... como andar com a cueca por cima da calça)

Eis que disserto sobre algo que andei pensando muito nos últimos dias. O bom de ser hiperativo é justamente que, por mais que você viva com um problema atrás do outro, mesmo assim vai encontrar tempo pra pensar em algo que não tem nada a ver com o seu futuro imediato. E vai gostar disso. Talvez seja uma conversa que me fez parar pra pensar. Bom, eis que penso então sobre armamentos, exércitos e o futuro da humanidade. E resolvi continuar acreditando que, mesmo que possamos destruir o mundo com fogos de artifício a qualquer momento, acho que a guerra não será o fim dos tempos. Acho que há formas muito mais dolorosas e lentas do mundo acabar.

Penso então em Nietzsche. Era esse o significado dos tempos vindouros? Devia-se aceitar na totalidade um mundo onde uma nova ordem deveria fatalmente imperar, na qual as novas regras, acima do bem e do mal, seriam impostas por essa figura exponencial que era o super-homem. Eu acho que estamos acima de qualquer bem e qualquer mal que já tenhamos concebido. Mas travestimos isso muito bem. Nietzsche tinha a firme convicção de que a sociedade européia em que vivia estava atacada por profundos males.

A globalização me faz pensar a mesma coisa do mundo inteiro. Então, ou evoluímos, ou acabamos por tédio, “causa mortis”: mesmice. A teoria do surgimento futuro de um novo indivíduo que juntasse o abandono de valores morais foi decorrente do culto ao gênio dos primeiros românticos. Uma esperança de que algum de nós algum dia estaria livre das mazelas que nós mesmos criamos. E os românticos, em grande maioria, morreram muito cedo. Então, eis que recorro a “Humano, demasiado humano”: "Se o homem consegue adquirir a convicção filosófica da necessidade absoluta de todas as ações e, ao mesmo tempo, da total irresponsabilidade destas, se consegue converter essa convicção em carne e em sangue, então desaparecerá também este resto de remorso de consciência".

A expectativa de Nietzsche, para evitar a bancarrota da grande cultura ocidental, era aguardar a chegada do super-homem, do indivíduo dotado de virtudes incomuns, mas também da secularização da mitologia já assinalado por Goethe. Eu não acho que precisamos esperar ninguém chegar. Fausto, em suas ultimas ações, quis superar o humano, subjugar a natureza e seus semelhantes. Virou um “superhumanizado”, do verbo usar-cueca-por-cima-das-calças. Bom, eu acho que já estamos aqui. Todos usando cuecas por cima das calças, tentando superar o humano, subjugando a natureza e nossos semelhantes. Usando os outros seres humanos apenas como degrau para sua ascensão. Provavelmente, algum dia vindouro, algum convencido de sua onipotência vai vestir a sua cueca, apertar um botão, e voamos todos pelos ares. E pelo menos não teremos de esperar pela decadência.

terça-feira, abril 25, 2006

ASsédiOS do QUotidiaNO (...ou “eu já não sei mais o que pensar desta vida”)

A palavra “cobiça” não me causa espanto na boca ou nas mãos de ninguém. Vivemos nada mais do que a fantasia desenfreada do que somos. Estimulados continuamente a imaginar e a viver em um conto de fadas moderno. Voyers da existência, fleumas do instinto.

O empobrecimento das relações aumenta a carência, o egoísmo, e a comercialização da afetividade. Amor que vale tanto quanto chocolate. Tanto quanto a espera do inesperado. Tanto quanto, sobretudo nada.

Um crescente empobrecimento afetivo. Por medo de envolvimento, mobilizados pela necessidade de encontrar satisfação na vida frente à ausência de sentido da existência. O medo de envolvimento é o mais gritante de todos.

Pessoas virando objetos com tranqüilidade, buscando sonhos longínquos que se adaptem a um imaginário tortuoso de desejos ilimitados. É como se o tempo todo falássemos que nada serve. Ou melhor. Serve tudo aquilo que é perfeito, justamente porque não se pode tocar.

«Os tristes têm duas razões para o ser: ou ignoram ou esperam» (Camus)

Eu consigo viver esperando. O que eu não posso entender é como alguem pode viver em função de uma espera.

segunda-feira, abril 24, 2006

Ode à Inercia (ou... como ligar o "foda-se")

"Quando não se sabe o que fazer, o melhor é não fazer nada". Essa frase foi dita pelo célebre Dom João VI, Imperador do Brasil no sec XVIII, em algum momento de epiphania. Eu não gosto dele. Sua postura ante a vida foi bastante medíocre, e acredito que sua vinda para o Brasil foi tão covarde quanto prejudicial à história do país. Contudo ele sabia bem a hora de uma retirada estratégica. Lá isso ele sabia.


"Mas o que me chama atenção é a relevância dessa frase. Parece justificar a indecisão, conceder inércia àquilo que já não queria se mover. A indecisão parece ser motivo para deixar de fazer as coisas, mesmo que não se entenda o porque disso. A inércia para, deixa as coisas mais tristes, sem ânimo. E nos acostumamos. Tornamo-nos "inertes".


"Entretanto, há algo de interessante nessa capacidade de permanecer inerte. Costuma evitar o estresse. Luis Fernando Veríssimo certa vez disse que o nível de estresse de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se" que ela costuma dizer. Quantas pessoas você não conhece que não se lembra de terem mudado nada em anos, e não parecem nem um pouco preocupadas com isso? Elas simplesmente podem ter ligado a "chave foda-se" e resolvido serem deixadas em paz.


"Tudo bem. Só que há uma diferença marcante entre essas duas posturas. A de permanecer inerte e a do "foda-se". Enquanto um sofre querendo mudar, o outro olha o tempo passar com satisfação. Enquanto um cultiva ansiedade por dentro, querendo a todo custo homologar seu modo "inerte" de vida, o outro em sequer se preocupa se alguem está pensando algo dele, a menos que algo lhe seja dito. E memso assim, dizer algo para um "foda-se", a menos que seja muito importante, não o faria mudar. Nem esquentar a cabeça. Normalmente, um inerte sempre tenta emular, imitar, ao menos agir como um "foda-se".


Eu aposto que Dom Jõao VI era bem cuca fresca. Mas, mesmo assim, não tente sair por aí classificando e catalogando. Nada disso é ciênica exata. Mas uma coisa é certa: eles sabem o que os incomodam, e cada um sabe de si. Não há como sabermos quem é quem. Provavelmente, só eles mesmos, quando vão dormir, tem a medida exata de sua posição. No caso do "foda-se", talvez nem isso.

O sr. Quiroga hoje me disse que o futuro é agora. Que eu vou ser cobrado pelo que disse que ia fazer. Que o momento atual é diferente do passado recente. Tomara.

segunda-feira, abril 17, 2006

2046 (... ou "Como a melhor explicação para a vida nunca vem da sua própria boca")

I once fell in Love with someone
I couldn’t stop wondering
whether she loved me or not
I found an android which
Looked just Like her
I thought it might give me the answer
I kept on asking with no answer
I began dreaming up excuses
for her silence
I slowly began to doubt myself
The reason she didn't answer...
...was not simply that her
reactions were delayed
It's simply that she didn't Love me
So at Last I got it
It's entirely beyond my control
The only thing Left for me...
...was to give up.

sábado, abril 15, 2006

Alligators in New York (Thom Yorke)..............................................................................................


Há uma pequena criança
Correndo em volta da casa
E ela nunca parte
Ela nunca partirá
E a névoa surge dos esgotos
E brilha na escuridão.................

Mime os jacarés nos esgotos
"Cresça rapidamente"
Qualquer coisa que você quer que pode ser feita
Como ficou ruim?
Você foi ruim?
Algumas coisas nunca serão limpas

PRoduzinDO um Ep (... ou "Uma boa desculpa pra se divertir com bons amigos)

HOje eu terminei a produção do Ep da BAnda Lascívia. Chama-se "mecanismo invisível". Tem as guitarras ora cruas, ora espaciais, do Thalão (esse nome eh soh pra intimos), a voz particular e as letras reflexivas do Wendell (eh, sou fâ dele mesmo, e dai?), os baixos matadores do Rubim, e o Max destruindo... mas assim destruindo mesmo, com muuuuita vontade. °°° Gravamos no tio PAFA. Longas noites, regadas a Coca-Cola, sandubas e fumadas passivas. Muito bom... c eu pudesse, gravava toda semana. °°° E o que eu fiz... muita coisa na verdade... o trabalho de produtor é meio ingrato, porque se ficar uma porcaria, você não tem a quem culpar. Mas eu gravei teclados, e ainda entrei pra banda. Muito bom mesmo. Porque não ficou nada ruim... e eu me orgulho... e quem ouvir vai gostar

°°° Mecanismo Invisível (Wendell Sad) °°°

Tão longo foi o tempo que passei °
Tentando achar exlicação °
Sem ter alguma inormação °
Eu vi °
Que era inutil explicar °
Tão pouco eu ia te encontrar °
Passei a ver °
Que tudo faz parte de uma mecanismo invisível °
Mas sei que isso não vai ser facil assim... °
Ainda falta aquela parte °
Ainda falta a melhor parte °
Ainda falta... °°°

sexta-feira, abril 14, 2006

CHocolatES (... ou sobre o medo de ser feliz)

Jornal Anhanguera. 12h15. BLoco sobre páscoa. Duas reportagens...
missa da paixão de cristo, o auge do ritual em que sacrificamos
Nosso Senhor por nós. Outra reportagem: Procissão do Fogaréu.
Celebramos a perseguição também. Terceira Reportagem: Ovos de páscoa.
A catarse absoluta. Nos escondemos do que estamos festejando atrás de
doses cavalares de fenil-etil-amina. Porque o medo? Medo de cada dia,
do pecado, do fogo eterno, da vida. Medo reforçado pelo cristianismo,
que nos estrutura, dá sentido à nossa existência, nos dá garra para
trabalhar e enfrentar os problemas.°°° Medo de solidão. "Só não temos
medo do mais assustador: nós mesmos".

Eu não como chocolates há 4 semanas.

Deram-me, não comi. Não quero saber.

Prometi que não beberia nem tomaria sorvetes.

Não cumpri. Quebrei 40 minutos depois.

E resolvi que não comeria a pereba dos chocolates.

Por ser um bom cristão? Provavelmente não.

Não sei. Talvez o mesmo medo.

Mas que eu acho uma palhaçada

roubarmos a atenção do dono da festa,

por medo pueril, isso eu acho.

.

o porque de não fazer as coisas?

eu estou simplesmente morrendo de vontade de comentar uma música aqui. mas não vou fazê-lo. ou vou, mas não agora. na verdade, eu vou ficar devendo isso e mais 2 coisas: o ensaio sobre músicas tristes, e.. e... o que mesmo... ah... 2046... qdo eu conseguir sair de lá, faço tudo isso. prometo.

quinta-feira, abril 13, 2006

Adivinha o que eu vou fazer hoje?


"I've been mad for fucking years, absolutely years, been over the edge for yonks, been working me buns off for bands..." °°°

"I've always been mad, I know I've been mad, like the
most of us...very hard to explain why you're mad, even if you're not mad...

°°°°°" (Speak to me - Mason)




Esse é o melhor álbum já feito. Pronto, falei. Mas é mesmo. Não porque sejam as melhores músicas, não porque seja a melhor banda do mundo (embora eu não discorde). Falo pelo respeito que tenho com pessoas que conseguem criar uma obra de arte tão perfeita. E o melhor... que sincroniza com uma das melhores narrativas já criadas. Como ver essa obra prima de audio e video em complitude, clique aqui. ----------------------------------------------------- --------No mais o que eu posso dizer é o seguinte... eu adoro isso. °° / ° ° /°//////° / / / / ° °°


Sobre coelhinhos e outros pecados capitais

então... liguei pro sr coelhinho da pascoa... °°°°
perguntei se ele não tinah vergonha de tirar a atenção do dono da festa... °°°° /
and the white rabbit said: i don't care... (ele não fala português) ° ° ° / / °/
então eu disse: me neither... ° / / / / /° °
fiquei me sentindo culpado... °//°°°

°° ° liguei de volta e disse... se aparecer aqui em casa esse fim se semana eu parto sua cara, seu coelho f*** * ** ***** ** ***********!!!!!!!

ele não entendeu... eu jah disse... ele não fala português...
e eis que me sacaneia, óh Sr. QUiroga...

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"Sempre se aproxima, raramente acontece, esse é o jogo da felicidade. Talvez seja importante começar a aceitar que a felicidade seja uma eterna aproximação, e não um lugar ou relacionamento ao qual se chega, para depois descansar".

viram, o cara cria 2 dias de clima, e depois joga pra baixo... ° ° °
vou mandar ele conversar com o cara que faz a sorte do orkut... ° ° °
pra ver c eles se entendem... e me deprimem todos no mesmo dia... ° ° °
hahaha!!! "meu figuim num guenta naum!" (Maraisa, 2005)
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pior de tudo: eu concordo com ele. tou ficando fâ do cara...
masoquismo? não. acho justo...

quarta-feira, abril 12, 2006

CAchorrOS PErdidOS (ou... Que me desculpem os Ressentidos)

Em um texto chamado "Luto e Melancolia", Freud (o cara da psicanálise, sonhos,
inconsciente, etc e tal...) explica que, em reação a perda de algo ou alguém,
uma pessoa pode desenvolver dois tipos distintos de reação: o luto ou melancolia
(parece obvio, né?). Em ambas, o princípio da dor pela perda é comum, pois tanto
um quanto o outro são tentativas de desvio de libido do objeto amado (e perdido,
isso é importante). No entanto a diferença é que o luto tem claramente definido
o objeto de sua perda. Enquanto isso, láaahhh... na melancolia, o objeto da
perda permanece retirado da consciência. Ou ainda, não se pode saber o que de si
se perdeu neste alguém. [Em miúdos: a pessoa sofre pela perda mas não sabe o que
perdeu. Simples assim.] O objeto simplesmente não corresponde à representação
que a pessoa fazia dele, então ela permanece ligada... e não sabe dizer o que é
que a mantem nesse estado. Deste modo, ao contrário do luto que pode, ao fim do
processo, separar-se do objeto da perda, a melancolia permanece atrelada à perda
uma vez que o objeto da perda e seu próprio ego estão fundidos no mesmo
processo, não permitindo que o desvio de libido se complete, pois uma vez
concluído, significaria a morte do próprio ego.


mais uma da Billie Holliday... (vide Conforting Sounds ) a voz dela me deixa: excitado, apaixonado, com medo, confuso, tranqüilo, em pânico, calmo, triste e alegre. Ao mesmo tempo. ... . . . .. . . .. . . . .. . . . .. . . . .. . . . .. . . . . . ..

[SOLITUDE] (Duke ellington / eddie delange / irving mills) º In my solitude
º You haunt me º With dreadful ease º Of days gone by º In my solitude º You
taunt me º With memories º That never dieI sit in my chair º And filled with
despair º There’s no one could be so sad º With gloom everywhere º I sit and I
stare º I know that I’ll soon go mad º In my solitude º I’m afraid º Dear lord
above º Send back my love º

Primeira tópica de verdades indubitáveis...

Essa é a primeira de (espero) uma série de tópicas sobre verdades indubitáveis... para mim, ao menos... falemos dessas certezas.... . . . . . . . . . . . . . .. .. . . .. .
. . . . .. . . . . .. . . .. . . . .. . . . .. . . . . . . . .. . . . .. . . .

Já tive as minhas certezas...
não necessariamente excludentes e nessa ordem
º
me achar especial º
achar que as pessoas não me entendem º
Certeza
do nada, da inexistência completa de sentido... º
Hoje, tenho certeza de que
tudo o que já fiz está ou, ao menos, esteve errado º E mais uma certeza: Vai continuar assim. º
Sabe o que doi? A certeza da evolução00O0O ...
Saber que me tornei um velho chato. Assim mesmo... eu não ligo ]] Porque deveria? ]] Hein? º Porque?
HOróscoPO - continuação...

essa foi minha "conversa" com o sr. Oscar Quiroga hoje, 12:
. . . . . . . .. . . . . .. . . . . . . .. . . . . . . . .. . . . . . . . . ........................................................ . . . . . .. . . .

"Nada mudaria se tudo corresse às mil maravilhas, não acha? (eu não sei) . º . Porque a alma humana se entrega rapidamente à preguiça (eh, disso eu sei muito bem) é que as crises ainda são motivadoras para que as tranformações sejam devidamente empreendidas". . . . . . . . .. . . . . .. . . . . . . .. . . . . . . . .. . . . . . . . . ........................................................ . . . . . .. . . . . . .. . . . . .

Bom, o sr. Quiroga, estás certo de que, a julgar pelos seus ultimos avisos, é justamente quando estamos pior que ficamos melhor. Eu não entendo nada disso. Eu nunca li hopóscopo. Eu não acredito neles. Eu só posso torcer pra que o senhor saiba realmente o que está dizendo.

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"Give up this fight, there are no second chances .º. This time I might .º. To ask the sea for answers".º. (placebo, ask for answers)


terça-feira, abril 11, 2006

HOróscoPO


o DM é um jornal honesto. Explico: eles pegam horoscopo de um site, não pagam
nenhum estudante de letras pra inventar as coisas... eles tem inventores
especializados, a saber, um tal Oscar Quiroga. e qualquer dúvida em relação ao
conteúdo, qualquer reclamação, pode ser feita pelo email astro@o-quiroga.com . .. . . .. . .. . .
.. . . .


então, meu horoscopo, de bom canceriano diz hoje: . . . .. . .. . . .. . .. . . .. . .. . .

"Nada seria mudado se tudo corresse as mil maravilhas. È quando acontecem crises
e o mundo desaba que a alma encontra motivos foirtes o suficientes para se
esforçarm e inventar um mundo novo, maior e melhor"...


a minha pergunta pro dr. quiroga é: devo eu acreditar no senhor... sim, porque se ele estiver errado, então eu estou perdido... . . ... . . .. . . . . .. . . pronto, botei uma culpa que eh minha (sera?) no sujeito, e vou dormir tranquilo. Ele também.
Baby, Baby, Baby, I just don't know what to doI fell in love again, but why, oh, why am I so blue .

And darling, darling, it's all because of you .

You put a hold on my heart and soul, leaving me so confused .

But I need to know, I need to know .

how long you plan on dragging me through .

So much pain and so much hurt .

It's so hard to stand on two feet .

segunda-feira, abril 10, 2006


. Segure-se firme . Ainda vamos provar . Que isso vai passar .
Que isso já passou . Segure-se . Está na hora de provar .

Mal Algum

Que mal há em fingir .
que não fizemos o bastante? .
que todas aquelas palavras .
soavam melhores quando não tinham destino .
mas tudo que eu disser sairá como flecha .

Que mal há em negar .
que não perdemos o controle? .
as cicatrizes no seu comrpo podem se indícios .
de algo bom que existe em você .

mas toda essa dor .
será passageira? .

apenas cante pra mim .
e não me deixe tão só .
eu costumava me alegrar .
só de ouvir a sua voz .
eu costumava me alegrar .

domingo, abril 09, 2006

> eu sei que isso aqui vai mudar
> e que logo eu vou fazer tudo de novo
> e que provavelmente ainda não vai me satisfazer
> e que eu vou tentar de novo...


>>> será que algum dia eu vou etender como funciona essa trela de html?

sexta-feira, abril 07, 2006

SOBRETUDO NADA

És tudo
quando mudo.
És nada
quando fala.

Estudo deságua
peixe-espada
no verso da paginalada.

Desnudo
o veludo da língua
no sotaque áspero
de quem apara arestas.

Afasto tudo
que é nefasto.

Sô o silêncio me basta
no sorriso que empresto
ao alarme falsoda sinfonia do gesto.

Romance

eu nunca disse
nem quis fazer nada
e permaneceria longe
sempre soube que me deixaria cair

nesse abismo de sinceridade
nas manchas no tapete
na alegria cantada
e nos slides da memória

na prosa suave
que eu grito todo tempo
na felicidade murmurada
de que eu sempre me esqueço

Jesus was an only son for you?

Recebi autorização, isso vai uma música, logo logo...

Lugar nenhum qualquer

Gilson Cavalcante – 24.08.05)
AUM, AUM
HÁ UM LUGAR
NENHUM TÃO LONGE
ONDE MORA O MONGE
DEMORA O TEMPO
NA-MORADA
ETERNA-MENTE
ESPAÇO-NAVE
NEVER, NADA
INFINITAMENTE
AUM, AUM
HÁ UM LUGAR QUALQUER
POR PERTO
HÁ UM SILÊNCIO
NO DESERTO DE CADA UM
AUM, AUM, AUM
AUM, AUM, AUM...

obrigado, Gilson.

here´s to you

durante 20 anos eu tenho comido seu lixo
e escutado suas histórias
agora você vai aprender a me respeitar