ººº

Vivia nos bastidores da alma. Gostava de sonhar aquele sonho só.
Interpretava A vida se tornado sem graça que se contentava em navegar na superfície dos outros.
Sentia falta do palco. A consciência perdida meio a cordas, roldanas Alçapões que levavam onde estava.
Por vezes, escrevia linhas herméticas. Roteiros-rodeios que não eram peças Não levavam a lugar algum e ninguém aplaudia.
Escondia detalhes para tomá-los seus Talvez por isso tivesse se mudado Tornado tudo tão baixo.
Mas nunca havia se incomodado em decorar o lugar com flores O que explicava porque ninguém mais permanecia ali mais por muito tempo.
Gostava era de decorar as rachaduras na parede E, ao lambê-las, aumentavam Ruía a estrutura Estava desintegrando, mas simplesmente não queria partir.
Não entendia Preferia ficar remoendo Ocupando-se do inevitável Quando a lucidez desse falta era tarde demais para pedir que voltasse.
O local estava vazio.
Não havia mais ninguém pra criticar.
Era melhor não chorar.
Melhor transparecer o que não era.
Porque talvez fosse o único lugar onde poderia estar.
Ficava lá A porta trancada A ausência.
As chaves estavam em seus bolsos Mas havia se esquecido.
Um comentário:
POis é cara, coisato de quem pensa que a graça da vida só existe enquanto um palco...eatar nos bastidores, ser platéia, ou mesmo não ver a peça em cartaz, ou muito menos nas rachaduras...
Enfim, aonde estiver, fazendo oq tiver de fazer, busco só a felicidade que tende a surgir, um dia, por detras dos vidros sujos e das nuvens cinzas!
ah, e como eu disse, a verdade doi, mas a mentira mata!!!
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