quinta-feira, maio 04, 2006

FElicidaDE e DúvidA (ou... algumas certezas acerca do absurdo)


Considero Camus um dos sujeitos mais humanos que já existiram. Ao ponto de sua existência ser desadaptativa entre nós, meros humanos. Nunca conseguiu arrepender-se verdadeiramente de nada. Ele possuía a alegria do Sísifo unicamente pelo motivo de que seu destino lhe pertencia, porque tinha consciência da escolha de suas tarefas.

Acredito que só há um mundo. Mesmo que alguns não creiam nisso, e criem mundos só para si mesmos. Ainda assim, acho que vivemos todos aqui, e juntos. E, nesse mundo, a felicidade e o absurdo são filhos do mesmo pai. São inseparáveis. Nós vivemos no meio disso. E a dúvida me é bem vinda quando eu consigo entendê-la.

Mas seria errado dizer que a felicidade nasce da descoberta do absurdo. Acontece também de que do sentimento do absurdo nasça da felicidade. Ao mesmo tempo, não descobrimos o absurdo sem nos sentirmos tentados a escrever um manual qualquer sobre felicidade. Ando me sentindo tentado ultimamente.

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