sexta-feira, junho 02, 2006

E assim como o jazz, o chá e os fins de tarde ...

ººº



ººº


... descubro que o inverno é amigo do vinho.

ººº

Lembro que não costumava me ligava muito nesses detalhes.

Absorvia sem perceber e transpirava sem escorrer.

Aprendia em porções cavalares.

Toda a racionalidade imatura tendendo ao óbvio.

A sanidade e a sobriedade mantidas com imprecisas repreensões.

Tinha medo do que morava do lado de lá da janela.

Corria por não suportar o vento nos ouvidos.

Não gostava dos semelhantes.

Pessoas, só em doses totalmente homeopáticas.

Acreditava apenas no que estava escrito em grandes caracteres.

E me esquecia do prazer do mais importante.

Que repousa nas entrelinhas.

°°°

Tanto quanto cada suspiro e cada sussurro.

São pequenas coisas agora me são importantes.

Depois de algum tempo, vemos quem dá as ordens dentro de nós.

Não apenas com palavras, mas na sinceridade.

Sai a loucura, entra a compreensão.

2 comentários:

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Anônimo disse...

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